Entenda Alguns Mitos Sobre Sustentabilidade na Arquitetura

Quando o assunto é sustentabilidade nos processos de arquitetura, construção e decoração, várias ideias mirabolantes passam pelas cabeças das pessoas. No entanto, ser sustentável não é apenas idealizar, criar e construir uma casa feita toda em garrafas pet, ou outros materiais do gênero, considerados de reuso. Há, sem sombra de dúvidas, a necessidade iminente de ser sustentável, mas no embate de novas necessidades aliadas aos processos de consumo, foram criados alguns mitos que são até mesmo de difícil credibilidade e, que muitos, por falta de conhecimento, acabam caindo na inverdade.

 

Há, basicamente, dois mitos que foram criados pela própria sociedade e suas atitudes ao defender materiais e recursos ecológicos. O primeiro deles criou-se a partir da divulgação de inúmeras formas de reaproveitar materiais de maneira quase gratuita, no sistema “faça-você-mesmo”. O que é correto, muito positivo, em termos econômicos e inclusive, isto é de fato sustentável.

 

No entanto, há uma interpretação restrita de que esta é a única forma de respeitar o meio-ambiente na criação de espaços e móveis. Não se pode ter aquela famosa ideia de que tem um ar pleno de rusticidade, já que não só os materiais podem ser reutilizados de maneira quase imperceptível, como também existem diversas soluções prontas no mercado, que de alguma forma reduzem o impacto ambiental e possuem ótimo resultado em termos de conforto e estética.

 

O outro extremo dessas ideias mitológicas em torno de questões sustentáveis é que todas as soluções são inacessíveis, ou ainda, extremamente mais caras do que as tradicionais. É certo que muitos desses produtos possuem um custo muito mais elevado, e isso se deve ao fato de que são ainda produzidos em menor, ou em alguns casos, por conta da exploração do mercado, que já percebeu que o setor de produtos sustentáveis é um nicho de valorização que faz inclusive com que algumas mercadorias que nada apresentam de sustentáveis, sejam nomeadas como tal, por um único e exclusivo propósito: vender mais.

 

É importante que as pessoas entendam – e que passem a ter mais acesso acertas informações corretas – de que há diversos materiais que são de fato sustentáveis e que possuem um baixo custo no momento de se fazer a aquisição deles para efetuarem as suas construções e reformas.

 

Outra ideia que deve ser abolida é a de que não compensa comprar um produto sustentável muito caro como o caso das lâmpadas de LED. A curto prazo, realmente elas saem muito mais caras do que as convencionais, mas a longo prazo, a economia que elas geram é verdadeiramente sustentável.

Sustentabilidade Desde o Projeto da Casa

Hoje um dos elementos que mais são buscados pela arquitetura moderna é a sustentabilidade. Embora o conceito de sustentabilidade pareça ter um ar de muito jovem, não se trata de algo tão recente assim. Há anos diversos especialistas nas áreas de arquitetura e urbanismo (bem como de outras tantas ligadas ou não ao meio ambiente) vêm discutindo a necessidade de práticas que sejam sustentáveis, ou seja, que auto se sustentem, e ao mesmo tempo, sejam mais eficientes e reusáveis.

 

E não seria, pois, obviedade, que o conceito então passasse a ser largamente aplicado entre os profissionais especialistas que têm buscado cada vez mais aproveitar os recursos naturais disponíveis para fazer a construção do que chama de casa verde. Aquela na qual todos os recursos são reutilizáveis e há larga sustentabilidade no projeto, especialmente no que concerne à eficiência energética.

 

E não é apenas a energia que deverá ser mais eficiente no projeto da casa verde. Em tempos de crise, nem é moda o uso racional da água, a preferência por materiais ecologicamente corretos e a preservação ambiental – temas que estão entre os principais fatores que definem uma casa sustentável. Vale lembrar que no Brasil, o conceito é tardio, já que se difunde a pouco mais de 2 anos, ao menos entre a população comum.

 

Para ser fazer um projeto e uma casa sustentáveis, ainda é importante se apoiar no que os profissionais da área chama de respeito a cinco pilares: implantação sustentável, energia e atmosfera, consumo eficiente de água, materiais e recursos, e qualidade interna do ambiente.

 

É de suma importância que todos os projetos que, daqui para frente, forem desenvolvidos, respeitem tais práticas, mesmo que não recebam um telhado em forma de jardim. É preciso sempre olhar para o  meio ambiente como um fator limitante, interferindo o mínimo possível e fazendo a natureza trabalhar a favor da arquitetura da casa.

 

Também é fundamental que as pessoas passem a respeitar algumas premissas que, então, nem sempre foram observadas. Algumas características do lugar onde a casa será erguida devem ser consideradas, tais como disponibilidade de água no subsolo, regimes de chuva e vento, orientação solar, vegetação.

 

Somente fazendo uso de conhecimentos sobre a área natural onde haverá a interferência humana e aplicando técnicas mais modernas, é que a natureza será capaz ainda de suportar as intervenções feitas pelo homem. Quanto menos mexer no que é natural, melhor para o homem, melhor para o meio ambiente.