Tipos de Vidros Para Serem Usados em Projetos Arquitetônicos

Há no mercado tantos tipos de vidros que muitas vezes fica fácil se perder entre as nomenclaturas para defini-los. Isto também acontece quanto ao uso de cada um deles. Os vidros são materiais largamente empregados em projetos de arquitetura, graças à versatilidade deles. Mas não é somente isso. Os vidros são materiais de baixo custo e que conferem muita graça, limpeza e luminosidade a todos os ambientes onde são colocados. Confira alguns tipos de vidros que são largamente empregados em projetos de arquitetura.

 

Vidro impresso é aquele que também é conhecido como vidro fantasia. Ele se compõe do tipo  aramado, no entanto, pode também pode ser usado sozinho. É translúcido, com uma ou ambas as faces com desenhos, ou texturas impressos na superfície do vidro, quando ainda quente. A impressão pode ser feita em vidros comuns, temperados, laminados, espelhados ou jateados. Proporcionar vários efeitos decorativos com privacidade e conforto, bloqueia a visão parcial, no entanto sem impedir a passagem de luz. De acordo da textura recebida, o vidro ganha vários nomes, como mini-boreal, canelado, estriado, quadrato.

 

Já os vidros jateados são largamente conhecidos aqui no Brasil. Possuem a leveza do vidro, mas mantém a cor opaca, que não permite a visão do outro lado. O vidro jateado no passado, era produzido por meio do recebimento de jatos de areia, hoje é feito em cabine fechada, com uso de pós abrasivos mais eficientes e menos tóxicos.

 

Os vidros acidados são levemente opacos, e podem ser feitos em diversas cores. O processo de fabricação é por meio do contato com ácidos, artesanal ou industrialmente, e por esta razão ele recebe esse nome. Quando produzidos por meio do sistema industrial, os vidros acidados podem ter imagens diferenciadas ou então opacidade total, com ou sem adição de cores.

 

Já os vidros craquelados são largamente empregados em projetos decorativos. Eles têm uma lâmina interna de vidro temperado e duas lâminas externas de vidro comum. No processo de produção do craquelado, o vidro temperado interno é quebrado e os fragmentos ficam aderidos à película plástica e embutidos nas lâminas externas, podendo gerar um visual diferenciado além de ousado na decoração dos ambientes.

 

Por fim, há o vidro serigrafado. Este tipo de vidro é obtido por meio da aplicação de uma tinta vitrificada – esmalte cerâmico – no vidro. A imagem que se deseja aplicar ao vidro, a qual poderá ser qualquer desenho ou detalhe – é gravada em uma tela de poliéster e transferida para a peça de vidro, por meio de emissão luminosa, em um processo que lembra o de revelação fotográfica.

 

Tipos de Vidros Para Serem Usados em Projetos de Arquitetura

O vidro é um dos materiais mais empregados em projetos de arquitetura, construção e na decoração. Isto se deve porque o vidro é um material altamente versátil e de custo relativamente baixo. Agora, engana-se quem acredite que há poucos tipos de vidros. São tantos os tipos de vidros e com tantos nomes diferentes que às vezes é fácil confundir-se na hora da compra e da escolha. Veja alguns dos vidros entre os mais conhecidos e outros nem tanto.

 

Vidro comum ou vidro float: é o vidro tradicional, transparente com o qual a grande maioria está familiarizada. Trata-se de um tipo que contém a composição básica do vidro, antes de receber qualquer tipo de tratamento. Ele é feito a partir da mistura de sílica – a areia, o potássio, alumina, sódio que é a barrilha, o magnésio e cálcio. Ele  pode ser incolor, verde, fumê e bronze. É o vidro mais simples, que serve de base para a criação de todos os outros tipos de vidro, por esta razão é o mais barato do mercado.

 

Vidros de segurança – temperado, laminado e aramado – trata-se de um tipo de vidro que, como o próprio nome diz, é de uso para janelas, boxes, tampos de mesa, prateleiras ou outras funções que requeiram maior resistência e também maior segurança em caso de quebra. Entre eles são os mais usados os temperados, os laminados ou os aramados.

 

O vidro temperado é o vidro comum, mas que passa pelo processo de têmpera, o qual se baseia no resfriamento, bem como aquecimento súbito do vidro. Isto torna o vidro mais resistente e mais seguro, pois ao quebrar não forma cacos pontiagudos e cortantes, e sim arredondados. Devido a essa resistência, é o único que pode ser aplicado como porta sem a utilização de caixilhos. Depois de temperado, o vidro não pode ser cortado ou perfurado. É possível que ele tenha diferentes formas ou detalhes, porém estes devem ser feitos antes da têmpera.

 

Já o vidro laminado é formado por duas camadas de vidro comum com uma película muito fina entre as duas, feita de resina ou PVB, que tem a função de impedir que os cacos de vidro se espalhem, em caso de quebra, já que ficam presos nessa lâmina. Por sua vez, o aramado é um vidro impresso translúcido com uma grelha metálica que segura o vidro em caso de quebra, por isso é considerado também um vidro de segurança.

Os Paradigmas da Arquitetura e da Construção

Os valores pré-estabelecidos são paradigmas que estão presentes em todos os setores da sociedade. Não seria diferente, portanto, no setor da arquitetura e da construção. Há inúmeros paradigmas que envolvem as duas áreas que podem ser quase indissolúveis uma da outra.

 

O significado literal da palavra paradigma é modelo. Há, portanto, vários paradigmas que estão intrinsicamente fincados nos conceitos de arquitetura e construção civil, em particular no Brasil. Isto porque no Brasil, ainda vigoram alguns paradigmas do final do século XVIII e que são muito difíceis de serem retirados dos planos, projetos e das cabeças das pessoas. Isto se deve ao fato de que elas já têm como pré-estabelecido que tais padrões são os adequados, os corretos e os confiáveis.

 

É então aqui que entra o trabalho dos arquitetos artistas que experimentam e trazem as novidades que, muito lentamente serão incorporados aos padrões de construção civil. No entanto, isto é algo que leva muito tempo, e por terras tupiniquins, parece levar mais tempo ainda.

 

Por exemplo, o sistema construtivo mais conhecido no país é o de alvenaria, com uso de pilares e vigas. Os pilares são as colunas verticais que dão apoio para as vigas, horizontais. E as paredes são normalmente feitas com tijolo cerâmico, cobertas com argamassa para regularizar e por fim recebem os revestimentos dos mais diversos tipos. Esse método, tido como tradicional por ser o mais utilizado, é erroneamente considerado como o mais eficiente e resistente, e ainda apresenta diversos problemas sobre os quais as pessoas não costumam debater.

 

Este paradigma de arquitetura e construção gera um grande desperdício de material nos escoramentos e formas para pilares e vigas, que são feitos de madeira, posteriormente descartada facilmente. Nesse sistema de construção há ainda a necessidade de retrabalho para passagem de encanamentos e tubulações, já que é necessário quebrar as paredes para inserir qualquer mecanismo de infraestrutura, ou seja, são realizados dois trabalhos inúteis, já que constrói,  descontrói e constrói novamente.

 

O tempo para se realizar uma construção neste sistema convencional, mas tido como o melhor, é altamente demorado. Vale lembrar que o sistema é totalmente manual,  as peças são pesadas e o trabalho não é otimizado. Não há mão de obra qualificada e especializada suficientes para todas as etapas e processos, o que causa uma demora ainda maior.

 

O modelo paragmático não é sustentável. Trata-se de um modelo que gera grande impacto ambiental por conta do gasto de energia, pelo desperdício de material e pela utilização de materiais pouco sustentáveis, como o cimento e o tijolo cerâmico. Ou seja, de nada adianta usar material de reuso em um sistema como este.

 

Desafios na Hora de Fazer os Projetos de Arquitetura

Na área da arquitetura, assim como em tantas outras, há alguns desafios que são encontrados no momento de fazer certos projetos e construções, os quais ultrapassam os limites da estética. É importante que as pessoas saibam que a arquitetura não se vale apenas do decorativo, mas das adaptações que são realizadas nos projetos para que estes se adequem a uma diversidade de elementos que fazem parte do conjunto construção.

 

Um projeto de arquitetura, portanto, não é realizado somente para privilegiar questões estéticas. A decoração de interior, por exemplo, é vista na arquitetura como a “cereja do bolo”, apenas o elemento que dá o toque final a todo um contexto que deverá ser previamente planejado, pensado e, muitas vezes ao longo de sua execução, remodelado.

 

É importante ainda salientar que o efeito visual é mais do que simplesmente uma bela aparência, como algo técnico e frio. O verdadeiro bem-estar provocado por um ambiente tem a ver com o equilíbrio e a harmonia de formas, cores e materiais, que deve estar dentro de padrões percebidos por olhos sensíveis e bem treinados, e também de acordo com as expectativas e gostos subjetivos de cada um, e que quase sempre não são nem mesmo claros para os clientes que buscam os serviços de um arquiteto.

 

Vale lembrar ainda que os desafios são muito maiores do que ajustar um projeto ao gosto pessoal de cada cliente. Ambientes e obras não são como quadros de pintura, em que é possível colocar todos os elementos existentes. Há questões que precisam ser conciliadas, como a funcionalidade, as possibilidades técnicas e, principalmente, a possibilidade de execução da obra no que concerne às questões financeiras.

 

Isto se torna, portanto, um grande quebra-cabeça nas mãos de quem irá planejar, e criar o projeto. Nem sempre quem projeta, irá executá-lo, o que se torna ainda mais desafiador para aquele que irá, de fato, tocar a obra, uma vez que não fez parte do processo criador.

 

Dessa maneira, é importante perceber que há elementos muito mais importantes dentro da execução de um projeto, que deve considerar a funcionalidade dos espaços, o cuidado com as medidas, a acessibilidade de cada local, a adequação ao estilo de vida e necessidades dos usuários. Não se pode ainda esquecer – se das questões técnicas, as quais viabilizam ou um a execução de um projeto. E, por mais incoerente que pareça, a questão financeira sempre ficará em segundo plano, já que ela nem sempre é determinante para realização e execução da obra.

Conhecendo a Influência de Algumas Cores nos Ambientes

As core possuem grande impacto sobre as nossas emoções, por essa razão são tão importantes nos processos de decoração de interiores. Ao saber usá-las de maneira adequada, os ambientes adquirem a sensação de amplitude, conforto, e tranquilidade. Embora quase todo mundo creia que harmonizar as cores em ambientes seja a tarefa mais fácil dentro de todas as etapas de uma decoração, a questão não é tão simples assim. Caso não se faça a harmonização correta das cores, e nem mesmo a escolha assertiva para cada ambiente – associada à personalidade dos moradores – a escolha de certas cores pode ter um efeito bem contrário ao que se espera.

 

É por isso que é tão importante saber o efeito que cada cor produz em nossas emoções. Algumas pessoas são mais afetadas pelo excesso de algumas cores do que outras. Vale então conhecer o gosto pessoal e aliar as propriedades de cada uma delas para a melhor harmonização dos ambientes.

 

Uma das cores que mais causa dúvida na hora de fazer ou não a opção por algum detalhe decorativo é o violeta, que também é conhecido como roxo. O violeta tende a levar os níveis de consciência para níveis mais elevados, sendo, portanto a cor da espiritualidade. Ela e ajuda a estimular a introspecção e a meditação, no entanto, o uso exagerado pode deixar esse efeito excessivo, e suas tonalidades mais fortes, quando mal utilizadas, podem criar um aspecto de ausência de elegância aos locais onde a cor for aplicada.

 

O laranja é a mistura do vermelho com o amarelo, por essa razão é considerada uma cor estimulante e que gera reações físicas e emocionais. Também é uma cor que oferece conforto físico e também a diversão e sensualidade. Por este motivo, o ideal é ser usado em dosagens calculadas e em associação com as cores corretas, para não sugerir falta de conteúdo ou seriedade.

 

A cor rosa, que largamente empregada na decoração de quartos de meninas, também é uma derivação do vermelho. Trata-se de uma cor que afeta fisicamente as pessoas, no entanto, de uma maneira menos estimulante e / ou agressiva do que o seu antecessor. Ainda assim é importante não utilizá-lo em excesso, para não deixar o ambiente cansativo. O rosa representa o princípio feminino e a sobrevivência das espécies, por isso, é uma cor essencialmente acolhedora e reconfortante.

 

O cinza, que está em alta, é uma cor que não interfere diretamente nos sentidos, embora algumas pessoas o associem a certos aspectos negativos. Quando usado sozinho, pode gerar certa monotonia, mas quando em conjunto com cores mais fortes tende a amenizar seus efeitos.

 

Sensação Promovida Por Certos Materiais do Interior

Quando um projeto de arquitetura e decoração é executado, é muito importante que se faça o uso da harmonização de determinados materiais que serão aplicados aos ambientes. Isto porque cada um deles promove uma sensação diferente aos ambientes onde são empregados. Na área da arquitetura, isto é comumente chamado pelos arquitetos (de maneira não técnica) de “psicologia dos ambientes”. Junto com a escolha das cores e com os efeitos espaciais e de iluminação, a seleção de materiais deve então ser feita com critério, de acordo com o resultado desejado por cada cliente.

 

Os efeitos podem ser os mais diversos possíveis, ainda mais se os elementos forem misturados entre si.

 

A madeira, por exemplo, é largamente conhecida pela sensação de conforto que confere aos ambientes. Trata-se de um material com ótimas características térmicas, ou seja, tem temperatura sempre agradável ao toque, refletindo ou absorvendo o calor na medida ideal. Além disso, a madeira proporciona sensação aconchegante pelo seu visual rústico e já que ajuda a absorver os sons, o que otimiza a acústica espacial dos ambientes.

 

Por sua vez, as pedras promovem uma sensação oposta à madeira, mas diversa dependendo de sua aplicação. Como são frias e rústicas, elas podem então ser uma boa opção em locais muito quentes ou quando se quer uma ambientação mais natural. Porém é interessante misturá-la a outros elementos mais aconchegantes, especialmente em ambientes de maior permanência, como quartos e salas.

 

Já os tecidos são materiais que funcionam bem em quaisquer ambientes, sendo que em alguns conseguem ainda mais a sensação acolhedora e confortável, especialmente quando usados em objetos macios como estofados ou almofadas. Podem ser usados também como revestimento de paredes, nos tapetes e nas cortinas. Opte por tecidos menos absorventes, ou então, pela sua não utilização em locais com fumaça ou com muita umidade. No entanto, esta é uma característica bem vinda em locais que precisem de absorção de som, para melhorar a acústica do local, como salas de tevê e de estar.

 

Para as pessoas que gostam mais de um estilo high tech, a aposta deve ser feita nos metais, como ferro, aço ou alumínio, os quais conferem um impacto mais industrial aos ambientes, já que são, em geral, frios e de aparência oposta aos materiais naturais. Podem ser uma boa opção para quem quer balancear a ambientação que tenha muitos materiais de aspecto rústico, ou então para complementar e combinar com uma decoração mais moderna.

 

Conceitos da Arquitetura Contemporânea

Quando se fala em arquitetura logo se pensa em modelos e estilos. No entanto, a arquitetura é muito mais do que isso. Ela se traduz em muitas possibilidades de formas, estilos, conceitos e preceitos que são por vezes fruto de uma época. Os conceitos de arquitetura contemporânea, por exemplo, se inspiram e se apoiam no estilo arquitetônico que foi largamente empregado nos anos de 1990, época em que vigorou um estilo denominado de progressivo – um conjunto com ideais construtivos, como rigor das formas, além de uma busca pela tecnologia, mas com formas mais amenas.

 

Os conceitos pós-modernistas, embora negassem os caminhos percorridos com a ajuda dos processos e conquistas tecnológicas importantes, como os grandes vãos, transmitindo em algumas vezes uma aparência enganosa em seus edifícios, como vedações com aspectos de paredes autoportantes, em detrimento da suspensão própria das estruturas independentes, acabaram sendo práticas que incorporaram um retorno do predomínio nas fachadas de paredes sobre aberturas, como forma de conservar a energia. Isto pode ser observado em obras de Michael Graves, que projetou edifício em Portland, Aldo Rossi e Mario Botta.

 

Não é possível observar obras contemporâneas e não visualizar as marcas da modernidade, que já se traduzem em tempos passados, ao passo que foram adaptadas em conceitos de contemporaneidade. O foco em peças, construções, embora seja o futuro, vê-se uma mistura de elementos que se fundem: as perspectivas são mais largas, também em móveis e acessórios como luminárias.

 

Também é possível visualizar formas um pouco mais abstratas, e que tenham linhas muito mais retas, em detrimentos dos conceitos arredondados que se via no passado não muito remoto, ao mesmo tampo, nada é simplista, há um refinamento ou pelo menos a tentativa de tornar fachadas de prédios mais modernas.

 

Outro desafio constante na arquitetura contemporânea, além de aliar o velho e o novo, é tornar todas as construções muito mais sustentáveis, e de acordo com arquitetos que já se mostram especialistas no assunto, trata-se de um caminho sem volta. Não é mais o supérfluo – simplesmente a beleza estética que está em jogo, mas sim aliar elementos que possam ser de fato muito melhor aproveitados ou reaproveitados, como a luz natural, a geografia de um terreno, e a ventilação que também deve ser muito mais natural: aberturas em janelas maiores, vidros, e talhados que aproveitem melhor todos os recursos que a natureza oferece ao homem.

Arquitetura Pré colonial e Colonial no Brasil

É indiscutível que no Brasil há todo um processo que envolve a construção do ideal das práticas arquitetônicas, as quais seguiram durante ao menos três séculos todo um padrão europeu que, aos poucos, foi sendo adaptado aos materiais e clima brasileiros. Como aqui os habitantes tinham muitos costumes diferentes dos que vieram para colonizar o local, ocorreu o que se chama, em arquitetura, uma engenhosidade em todas as edificações, bem como uma necessidade de serem realizadas inúmeras adaptações – portanto – incorporou-se os modelos ovalados das tradicionais ocas dos indígenas ao rebuscamento das construções que estavam em vigor na Europa Renascentista.

 

A esta arquitetura que passou a ser construída em princípio, deu-se o nome de período colonial.

 

A arquitetura colonial se caracterizou por certa simplicidade, pela falta de tecnologia adotada nas construções, construídas pela mão de obra escrava que, primeiramente, era indígena e depois de origem africana, e que também era abundante na colônia. Basicamente, o que havia eram as casas térreas e pequenos sobrados no meio urbano e casarões avarandados nas propriedades rurais. Este período, sistematicamente, vai de 1534, quando os primeiros europeus chegaram para colonizar o Brasil, até meados do século XIX. Desse período, notadamente, se destaca o estilo Barroco e Rococó, que não apenas predominou na região onde hoje é Minas Gerais, mas também em diversas outras regiões, como Rio de Janeiro, Pernambuco, Maranhão, e mesmo São Paulo.

 

Em todas as cidades mais organizadas e sistematizadas era possível encontrar características bem marcantes desse período, tais como o alinhamento das edificações as vias públicas e com as paredes laterais nos limites do terreno, bem como a inexistência de jardins ou áreas verdes nas áreas centrais.

 

Já as edificações possuíam cobertura em duas águas feitas de telhas de barro, moldadas nas coxas dos escravos, e, nas residências de proprietários mais abastados, usava-se um detalhe próximo ao fim da linha do telhado, chamado de “eira”, a qual era o indício claro de poder aquisitivo do proprietário da residência.

 

Vale ainda lembrar que havia um padrão de arquitetura que era determinado aos proprietários, por meio do que se convencionou à época de carta régia – nela continha todas as determinações de como deveriam ser os padrões a serem seguidos pelos construtores, em especial no que concernia à parte externa das edificações, que tinham fachadas padronizadas. Já as plantas e as dimensões poderiam ser realizadas de acordo com as possibilidades e desejos de cada pessoa.

 

Mesmo assim, em grande parte das construções o que se observada eram técnicas bem rudimentares de construção, como o pau a pique, a taipa de pilão, e o uso de pedra e barro, esta última nas construções de gente mais abastada. O chão, em quase todas as casas térreas era de terra batida.